quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

(Des)Ordem de ideias...

  É procedimento da empresa onde trabalho identificarmo-nos e sermos identificados, à entrada e à saída dos turnos, ao e pelo segurança na portaria. Um destes dias em que ia a sair já de noite, julguei ir cruzar-me na portaria com um dos habituais seguranças e a minha mente processou cumprimentá-lo com um simpático e informal "Oi!". Ao aproximar-me, deparei-me com um segurança novo (em idade e posto de trabalho) e achei por bem dirigir-me a ele com um mais cerimonioso "Boa noite!". Como já referi algures, anteriormente, a minha mente é de uma desorganização por demais evidente de forma que, ao passar directamente em frente do segurança, em vez do oi! ou do boa noite! que tinha planeado, aquilo que, sem qualquer má intenção, verbalizei foi... "BOI!"... Escusado será dizer, e menos não se poderia esperar, que o dito segurança me lançou um absoluto ar de espanto enquanto replicava: "Como?!". Como é evidente, tive que explicar ao admirado segurança o sentido dúbio desta saudação e a minha (des)ordem de ideias... E com isto tudo perdi o autocarro que tinha intenção de apanhar e tive de esperar pelo próximo enquanto me questionava porque sou constantemente assaltada por tanta imbecilidade e em como tive sorte de não ter sido brindada com a mesma saudação, mas no feminino...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

E, como não podia deixar de ser, mais uma asneirola...

  No último post, a última frase vem na sequência das citações da senhora, em que me disse que como não tinha levado uma muda de roupa, tinha deixado secar aquela e ia ao centro de saúde... E não quero pensar mais neste assunto... Ehehehe

Tem muita piada mas é quando não nos acontece a nós...

  Sei que não tenho propriamente aspecto de mulher madura, antes pelo contrário. Além de me atribuírem constantemente uma idade inferior à que tenho, e nem preciso de abrir a boca para isto suceder, sou pequenina, gorduchinha, irradio saúde, bem disposta e prática. Devo ter uma daquelas caras de netinha que todas as avós gostariam de ter e deduzo que seja por isto que se torna prática recorrente na minha vida as velhinhas entabularem conversa comigo do nada e desfiarem o seu rosário de maleitas em tudo quanto é sítio (em tudo quanto é sítio não são as maleitas -ainda há o mínimo de decoro!- mas sim o entabularem conversa!)... Ou no centro de saúde, ou nas filas de supermercado, ou nas paragens de autocarro e nos próprios autocarros... Aqui há dias, num destes autocarros, uma destas simpáticas senhoras sentou-se ao meu lado e, não faço ideia como, a conversa (ou melhor, monólogo, uma vez que me limito a assentir compreensivamente com a cabeça) desenvolveu-se para a história das infecções urinárias da dita senhora. E depois da descrição de todos os sintomas, e de como se manifestam, diz-me: "Ainda agora estava em casa de uma senhora e deu-me uma dor que nem tive tempo de ir à casa de banho e mijei-me toda pelas pernas abaixo!"(sic). Neste ponto a minha cabeça não assentiu e, apesar de me ter dado uma enorme vontade de rir, pensei que preferia não ouvir mais. Mas a senhora, como não lê pensamentos (espero eu!), continuou: "E e vou agora ao centro de saúde!". Nesta altura, mesmo tendo em conta a comicidade de tudo aquilo, a minha mente começou a divagar e a tentar abstrair-se de toda aquela situação. Inicialmente fiz uma nota mental para não me sentar, em futuras viagens, no lugar onde ia a senhora, nem que fosse o único lugar vago e tivesse vindo de correr a maratona! E, ao mesmo tempo não pude deixar de me sentir solidária com a senhora; isto porque, pronto, compreendo que há alturas em que estas coisas acontecem quando menos se espera... Sei lá! Às vezes as pessoas estão com a bexiga cheia, podem sonhar que estão a ir à casa de banho e depois só se apercebem quando sentem a perna quente e acordam... E depois têm de ir tomar banho às quatro horas da manhã e mudar de pijama... E secar o colchão com um secador e mudá-lo de lado... E depois aparece a nossa mãe que se ri à gargalhada quando sabe o que se passou e ainda acrescenta, com um tom zombeteiro, para não nos preocuparmos que no dia a seguir nos compra fraldas... É... Estas coisas têm todas muita piada quando não são connosco... Não que isto alguma vez se tenha passado comigo, claro! Nada disso... como não levava uma muda de roupa deixei secar esta

Isto há cada pergunta!

  Um dia destes fui às compras a uma grande superfície comercial. Uma vez que estava com fome dirigi-me ao balcão de uma conhecida marca de hamburgueres e, como sou uma pessoa nada curiosa e muito madura, pedi o menu que oferece um brinquedo. O empregado, no final da operação, informa-me: "Tem direito a um brinquedo." e questiona logo em seguida: "Quer levá-lo?". Pois claro que quero levá-lo! Qual é a piada de pedir o menu júnior se não pelo brinquedo?! Qalquer coisa, é para o meu sobrinho que ainda não nasceu e, pelo andar da carruagem, nem para tia vou ficar... Mas muito gostava eu de ter um sobrinho irlandês... (Percebeste miúda?!)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Em vez de folhelho, alfazema!

  Em vez do folhelho enviaram-me de alfazema! Tendo a certeza de que não fora o que encomendara e gostando pouco que me atirem areia para os olhos, ainda para mais sem me consultarem, tentei ligar para o número de telefone do respectivo catálogo. Ninguém atendeu! Dei uma espreitadela à borrachinha de alfazema (cujo conteúdo são umas bolinhas rijas que têm uma textura parecida com milho) e li que tem um efeito calmante e relaxante. Pensei que valeria a pena experimentar e, se não gostasse, voltaria a ligar e pediria para trocar. Não haja dúvida que aquece bem os pés, exala um vapor com cheirinho, obviamente, de alfazema e adormeci facilmente, mas não posso confirmar se por cansaço de um dia normal de trabalho ou porque, efectivamente, a alfazema é relaxante... O que me preocupa é que, quando estava dentro do microondas a aquecer, soltou uns estoiros estranhos. Pensei onde é que já tinha ouvido estoiros semelhantes e cheguei à conclusão que não tarda faço pipocas de alfazema! Tenho que começar a ponderar já alternativas, não vá dar-se o caso de este método também não correr muito bem! O que me leva a deduzir que o mais provável é o problema estar não nos objectos em si, mas sim na minha capacidade, ou falta da mesma, para os manipular e na minha propensão para a trapalhice... E já que dizem que a alfazema tem efeitos calmantes e relaxantes, leva-me a questionar-me se não existirão injecções directas no cérebro de alfazema.. Se ainda não existirem, fui eu que inventei e aqui fica registado!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

  Em relação ao post anterior esqueci-me de referir a falta do "h" no à, mas fiquei tão extasiada com o resto...

Quem fez o cartaz foi, efectivamente, de uma perspicácia ímpar... Ainda bem que colou perto de cada termo um espécime de cada! Agora já sei que a Paulinha gosta muito é de tramoços e eu prefiro minuins! Até aqui não estava muito certa, nem dos nomes verdadeiros, nem da diferença entre eles... ou elas... sei lá eu o que passa pela cabeça do(a) autor(a) desta obra-prima! Eheheh